Kaoana CardosoCRP 12/06698
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Causas da Esquizofrenia: Hipóteses Dopaminérgica e Glutamatérgica

A esquizofrenia é um transtorno mental grave que afeta o pensamento, as emoções e o comportamento. Várias regiões cerebrais ficam interligadas na esquizofrenia. As regiões mais afetadas são:

Córtex pré-frontal: é responsável por funções como planejamento, atenção, equilíbrio emocional e tomada de decisões. As neuroimagens apontaram que o córtex pré-frontal é menor e tem menor movimento metabólico em pessoas com esquizofrenia.

Córtex temporal: é responsável por funções como processamento de informações auditivas, linguagem e memória. As neuroimagens denotaram que o córtex temporal pode estar acelerado em pessoas com esquizofrenia.

Gânglios da base: são responsáveis por funções como movimento, aprendizagem e memória. As neuroimagens mostraram que os gânglios da base são agitados nos pacientes com esquizofrenia.

Tálamo: é uma estrutura que recebe informações de todas as partes do corpo e as envia para o córtex cerebral. Os estudos de neuroimagem apontaram que o tálamo pode estar muito mais acelerado em pacientes com esquizofrenia.

A maneira como essas regiões cerebrais se apresentam na esquizofrenia varia de acordo com os sintomas do paciente. Por exemplo, pessoas com sintomas positivos podem apresentar hiperatividade nos gânglios da base e no tálamo, enquanto pessoas com sintomas negativos podem apresentar hipoatividade no córtex pré-frontal.

Não existe cura para a esquizofrenia, porém o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O tratamento geralmente inclui medicamentos e terapia.

Hipótese dopaminérgica

A hipótese dopaminérgica sugere que a esquizofrenia é causada por um aumento da atividade da dopamina, um neurotransmissor que está envolvido em funções como motivação, recompensa e atenção. Essa teoria é apoiada por evidências de que drogas que aumentam a dopamina, como a anfetamina, podem induzir sintomas psicóticos semelhantes aos da esquizofrenia. Além disso, medicamentos antipsicóticos, que diminuem a atividade da dopamina, são eficazes no tratamento dos sintomas positivos.

Hipótese glutamatérgica

A hipótese glutamatérgica sugere que a esquizofrenia é causada por um distúrbio do sistema glutamatérgico, um neurotransmissor envolvido em funções como aprendizagem, memória e cognição. Essa teoria é apoiada por evidências de que drogas que bloqueiam os receptores de glutamato podem induzir sintomas psicóticos semelhantes aos da esquizofrenia. Além disso, estudos de neuroimagem mostraram que pessoas com esquizofrenia podem apresentar alterações no sistema glutamatérgico.

Relação entre as hipóteses

As duas hipóteses não são mutuamente excludentes e podem se complementar. É possível que a esquizofrenia seja causada por uma combinação de alterações dopaminérgicas e glutamatérgicas.

Hiperatividade dopaminérgica no núcleo accumbens tem potencial para sintomas positivos, como alucinações e delírios.

Hipoatividade dopaminérgica no córtex pré-frontal tem potencial para sintomas negativos, como apatia e embotamento afetivo.

Hiperatividade glutamatérgica no córtex temporal tem potencial para sintomas positivos, como alucinações auditivas.

Hipoatividade glutamatérgica no córtex pré-frontal tem potencial para sintomas negativos e cognitivos.