Medicamentos no Tratamento do Autismo
Sabendo que a ciência vem cada vez mais evoluindo e produzindo medicamentos modernos, testados e comprovados cientificamente, que funcionam nos sintomas, seria inútil descartar o seu uso.
Precisa-se analisar cada caso individualmente, e o médico especialista em transtorno do espectro autista é o mais capacitado para receitar os remédios.
Os pais, os familiares e os que têm contato frequente com o indivíduo autista podem perceber todas as dificuldades que ele tem no seu dia a dia para enfrentar o mundo, para se comunicar, para ser aceito em sociedade, para sentir-se feliz e respeitado nos seus direitos primordiais. Assim como quem não é autista também tem dificuldade de existir no mundo por algum motivo específico — bipolaridade, depressão, ansiedade — que também se manifestam no indivíduo autista. Desta forma, conseguimos compreender que não somos somente nós que sofremos neste mundo. E se existem medicamentos e terapias que ajudam nos sintomas, por que não utilizá-los?
Sou a favor do uso de medicamentos, com orientação médica, se for necessário para que a criança ou o adolescente diminua os sintomas que existem no autismo.
Eu, enquanto psicóloga e professora, tenho visto a diferença dos alunos autistas que não tomam nenhuma medicação, quando seria melhor se buscassem orientação médica para diminuição dos sintomas que trazem sofrimento, tais como ansiedade, bipolaridade, depressão e falta de sono, que muitos autistas apresentam.